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Esperança

Não desista no meio do caminho: a colheita vem

Por Matias
Mãos semeando sementes em terra fértil

O Gancho

Pense no maratonista que chega ao quilômetro 30. Duas horas correndo, as pernas queimando a cada passada, a respiração pesada como se o ar fosse de chumbo… e ainda faltam 12 quilômetros. Ali, bem ali, aparece o famoso «muro»: aquela voz interior que grita «pare, você não aguenta mais, isto não é para você». O curioso é que a maioria dos corredores que abandonam uma maratona não abandona no quilômetro 2 nem no 40; abandona naquele trecho do meio, onde já gastaram energia demais para voltar atrás e falta demais para ver a linha de chegada. Desistem não porque o corpo quebrou, mas porque a mente os convenceu de que não vale a pena continuar.

Na vida espiritual acontece exatamente o mesmo. Não nos cansamos no começo —começamos com fogo, com planos, com a Bíblia sublinhada e promessas na parede—. Nos cansamos no meio do caminho: quando já oramos meses por aquela pessoa que não muda, servimos em um ministério onde ninguém agradece, somos íntegros em um trabalho onde todos pegam atalhos, perdoamos pela quinta vez a mesma coisa… e ainda não vemos resultados. Esse é o seu quilômetro 30. E é bem ali onde o inimigo mais sussurra: «pare de semear, ninguém nota, nada muda».

A Verdade

O apóstolo Paulo escreveu isto aos cristãos da Galácia, uma igreja jovem que estava desanimada: entre as críticas dos opositores, as pressões ao redor e a passagem do tempo, muitos tinham começado a afrouxar. O próprio Paulo era um plantador de igrejas que conhecia o cansaço por dentro: semanas de caminhadas, naufrágios, rejeições, açoites, prisões. Se alguém tinha o direito de dizer «não aguento mais», era ele. E mesmo assim escreve: «E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.» — Gálatas 6:9.

Repare na imagem que ele escolhe: a de um agricultor. Quem semeia não colhe no dia seguinte; trabalha sob o sol, rega, arranca o mato, espera as chuvas… e a colheita chega a seu tempo, não no nosso. Nenhum agricultor desenterra a semente toda semana para ver se ela já cresceu; fazer isso a mataria. Paulo não promete que fazer o bem seja fácil nem rápido; promete que vale a pena. O verdadeiro perigo não é a oposição de fora, é o desfalecimento de dentro: parar de semear justo antes da estação da colheita. Continuar semeando quando não se vê nada é o ato de fé mais puro: você crê que Deus está regando o que você não pode ver.

A Reflexão

  • O que é esse bem que você começou com alegria —orar por alguém, servir, perdoar, ser honesto— e hoje está tentado a abandonar bem no meio do caminho?
  • Você está medindo a sua fidelidade pelos resultados que vê hoje ou pela promessa de Deus para «a seu tempo»?

O Desafio do Dia

Hoje, em menos de 5 minutos, faça UMA pequena coisa desse bem que você deixou pela metade: envie aquela mensagem de ânimo que você vem adiando, ore 3 minutos por aquela pessoa que te custa, retome aquela tarefa de serviço. Não faça isso para «ver resultados» hoje; faça para semear mais uma semente no campo que Deus está regando.

Louvor para Hoje

Para acompanhar você neste dia, recomendo «Eres mi Fuerza»: quando as suas próprias forças acabam, Ele é quem te levanta para continuar correndo. Ouça Christine D’Clario e deixe que a sua adoração te lembre de onde vem realmente a sua força.

Oração

Senhor, quando eu me cansar no meio do caminho, lembra-me de que a colheita vem no teu tempo. Dá-me forças para não desfalecer e semear mais um dia. Amém.

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